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2) A Bandeira

Cada uma das cores tem um significado
próprio.
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Vermelho - coragem
significado próprio. |
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Alaranjado - visão de possibilidade
do futuro. |
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Amarelo - desafio em casa, família
e comunidade. |
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Verde - crescimento de ambos, individual
(como pessoa) e dos cooperados. |
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Azul - horizonte distante, a necessidade
de ajudar os menos afortunados, unindo-os uns aos outros. |
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Anil - pessimismo, lembrando a
necessidade de ajudar a si próprio e aos outros através
da cooperação. |
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Violeta - beleza, calor humano
e coleguismo. |
COOPERATIVISMO
DE CRÉDITO
A primeira
cooperativa de crédito surgiu na Alemanha, em 1848, fundada
por Friedrich Wilhelm Raiffeisen. No Brasil, o cooperativismo
de crédito foi introduzido por meio do trabalho do padre
jesuíta Teodoro Amstadt que, percorrendo a região
de colonização alemã do Rio Grande do Sul,
levava junto com seu trabalho missionário a doutrina
cooperativista.
A primeira sociedade brasileira a ter em sua denominação
a palavra "Cooperativa" foi, provavelmente, a Sociedade
Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos
de Ouro Preto, fundada em 1889. Era uma cooperativa de consumo,
entretanto seu estatuto previa a existência de uma "caixa
de auxílios e socorros", com o objetivo de prestar
auxílios financeiros às viúvas de seus
associados ou associados incapazes de trabalhar. A primeira
cooperativa de crédito chegou somente em 1902: a Caixa
de Crédito Rural em Nova Petrópolis, que se mantém
em funcionamento até hoje.
O objetivo
de uma cooperativa de crédito é desenvolver programas
de assistência financeira e de prestação
de serviços aos cooperados, com a finalidade de oferecer
adequado atendimento às suas necessidades de crédito,
contribuindo para torná-los independentes de outras instituições
financeiras públicas e privadas.
São
seis os tipos de cooperativas de crédito no Brasil:
1. Cooperativas
de Crédito Mútuo de Empregados: organizadas por
empregados ou servidores, sejam de empresas privadas ou entidades
públicas, cujas atividades sejam afins ou correlatas.
2. Cooperativas
de Crédito Mútuo de Atividade Profissional: organizadas
por profissionais ou trabalhadores dedicados a uma ou mais profissões
e atividades, cujos objetos sejam afins.
3. Cooperativas
de Crédito Rural: organizadas por produtores rurais com
objetivo de atenderem às necessidades de crédito
rural e prestar-lhes serviços do tipo bancário.
4. Cooperativas
de Crédito Mútuo de Empreendedores: organizadas
por pequenos empresários, microempresários ou
microempreendedores, responsáveis por negócios
de natureza industrial, comercial ou prestação
de serviços.
5. Cooperativas
de Crédito Mútuo de Livre Admissão de Associados:
poderão ser constituídas em áreas com até
100.000 habitantes (vedada a instalação para atender
apenas a parcela de um município).
6. Cooperativas
de Empresários: organizadas por empresários cujas
empresas, independente do faturamento bruto anual, estejam vinculadas
diretamente a um mesmo sindicato patronal ou direta ou indiretamente
a uma associação patronal de grau superior.
O sistema cooperativista de crédito brasileiro está
estruturado segundo perfis verticalizados e horizontalizados.
Enquanto os primeiros buscam a centralização e
os ganhos pela economia de escala e se caracterizam por sua
estrutura piramidal, com as cooperativas singulares ocupando
a base, as centrais ocupando a zona intermediária e a
confederação o topo, os segundos buscam a formação
de rede de pequenas cooperativas solidárias organizadas
sob a forma radial, com diversas singulares vinculadas apenas
à central, sem qualquer outra entidade acima desta. Os
sistemas formados pelo Sicoob, Sicredi e Unicred, têm
o perfil verticalizado e abrangem 75% do total de cooperativas
de crédito. Sua composição é:
o Sicoob:
753 singulares, 15 centrais e 1 confederação,
sendo que as centrais controlam um banco comercial (Bancoob);
o Sicredi: 131 singulares, 10 centrais e 1 confederação,
também com um banco em sua estrutura (Bansicredi);
o Unicred: 128 singulares, 5 centrais e 1 confederação.
Já
o sistema Cre$ol, principal experiência de perfil horizontalizado,
possui 71 singulares e 1 central, enquanto o sistema Ecosol,
com o mesmo perfil, tem 15 singulares e 1 central, ambos detendo
6% do total de cooperativas de crédito.
Atualmente,
somos 1.397 cooperativas de crédito em funcionamento
no Brasil, segundo dados de junho de 2003.
Funcionam
como verdadeiros bancos populares. Dependendo do estágio
em que se encontram, podem atender os seus associados em toda
linha de serviços prestados por um banco privado de primeira
linha, porém com inúmeras vantagens, entre as
quais se destacam:
o Juros
mais baixos que o do mercado nos empréstimos;
o Remuneração mais alta que o mercado nas aplicações
financeiras;
o Taxas de serviço a preço de custo;
o Apropriação do lucro que seria do banqueiro
por ocasião da distribuição das sobras.
Ao contrário
dos bancos, o cooperativismo de crédito se fortalece
com a multiplicação: quanto mais cooperativas
de crédito existirem na região, melhor para o
sistema. Por isso, as cooperativas centrais de crédito,
ou mesmo as cooperativas singulares próximas, sempre
estão dispostas a ajudar na criação de
novas cooperativas e não fazem segredo dos seus manuais
de operação. Possuem programas de fomento, de
treinamento e assistência a novas cooperativas. Visto
de maneira consolidado, detêm 1,77% das operações
de crédito efetuadas no Brasil. |